As areias do tempo nada mais são
que farelos de nossa memória.
Histórias vividas e esquecidas por nós.
Enquanto seus cristais desvelam a verdade
vislumbramos a luz que virá.
Ao esquecimento chamamos passado
assim o homem perde a imortalidade
A virtude, a inventividade
Castra seus sonhos e envelhece.
Reinventa o nascimento para abortar a solidão,
perde-se ao longo do infinito ao chamá-lo vazio
por desconhecer a escuridão.
Então, se por um instante o relógio para,
se num só segundo a voz se cala
Não fragmentamos mais
Nem nos impedimos viajar
Somos Deuses outra vez
parindo sensações
eternas conspirações de uma vida dura.
O relógio bate outra vez...
O tempo caminha,
a verdade transforma,
Distorcemos a fé.
As areias nos escapam por entre os dedos...
Perdido novamente,
Deus se apega ao que puder
Encontramos saída finalmente.
É que dentro da mente
o homem pode ser o que quiser.
31 de jul. de 2012
25 de jun. de 2012
Num só gole
A memória vem à tona
quando o copo a derrama,
debaixo de um beijo,
por cima da cama.
Nada do que eu diga, fale ou veja
muda os ponteiros de um fim.
Nem motel barato, outra cerveja
fico sem sono em teu abraço, pra fugir de um pesadelo ruim
E quanto mais bebo tenho a certeza
de que o que se quer da vida é um pedaço de aconchego.
Verdades não ditas ditando as regras da sorte,
Pois que venha então a morte
Sem me levar daqui.
deixando no teu peito o rasgo que outro ainda há de abrir
Porque pra viver é preciso amar, e seu treino
chama-se ferir.
quando o copo a derrama,
debaixo de um beijo,
por cima da cama.
Nada do que eu diga, fale ou veja
muda os ponteiros de um fim.
Nem motel barato, outra cerveja
fico sem sono em teu abraço, pra fugir de um pesadelo ruim
E quanto mais bebo tenho a certeza
de que o que se quer da vida é um pedaço de aconchego.
Verdades não ditas ditando as regras da sorte,
Pois que venha então a morte
Sem me levar daqui.
deixando no teu peito o rasgo que outro ainda há de abrir
Porque pra viver é preciso amar, e seu treino
chama-se ferir.
11 de mai. de 2012
Pés no chão
Costumava pensar
que os textos se formavam sozinhos.
Atiravam-se no imenso e branco vazio da folha
sem medo de ferir, após qualquer vírgula.
E seu exército marchava feroz e audaz,
sem juras de amor,
sem remorso.
Mas finda a folha, tudo se esvaia em silêncio.
Então o texto passou a voar.
Compondo cenários imaginários ao longo da via,
plantando sementes, ordenhando um novo espaço
alimentando o ser.
Cada segundo uma sonora exclamação.
A cada sonho, uma realidade dura,
para cada mão, um trabalho moldado.
Para cada vida, uma outra sua.
Mas se hoje,
nas teclas deste constructo humano eu vejo o texto
Mais tarde, uma máquina há de se provar palavra
e eu... que nunca soube coisa alguma, continuarei sem saber absolutamente nada.
que os textos se formavam sozinhos.
Atiravam-se no imenso e branco vazio da folha
sem medo de ferir, após qualquer vírgula.
E seu exército marchava feroz e audaz,
sem juras de amor,
sem remorso.
Mas finda a folha, tudo se esvaia em silêncio.
Então o texto passou a voar.
Compondo cenários imaginários ao longo da via,
plantando sementes, ordenhando um novo espaço
alimentando o ser.
Cada segundo uma sonora exclamação.
A cada sonho, uma realidade dura,
para cada mão, um trabalho moldado.
Para cada vida, uma outra sua.
Mas se hoje,
nas teclas deste constructo humano eu vejo o texto
Mais tarde, uma máquina há de se provar palavra
e eu... que nunca soube coisa alguma, continuarei sem saber absolutamente nada.
Assinar:
Postagens (Atom)
