29 de jun de 2010

Lugar comum

Michael Jackson foi o maior Rei que o mundo conheceu. Sua vida polêmica, sua excentricidade, todas alegorias que pertencem a um grande astro da música e não nos deixam mentir. Ele marcou uma geração, influenciou toda uma era com sua dança e música, estava prestes a mostrar ao mundo que a idade não lhe significava absolutamente nada. Exigente, dedicado, disciplinado e obsecado pelo trabalho, o maior artista pop do planeta pagou o preço exigido por tamanho esforço e não conseguiu, após longos anos fora dos palcos, mostrar o que tanto tinha de importante e reservado para seu imenso público: "love".

(This is it)

God save the King!

21 de jun de 2010

A Gana de Dunga

"Juro que pensei um pouco. Parei, refleti, julguei, e não tem como ficar tão abstênio em situações como esta. A agenda setting está aí e quem sou eu para negá-la neste momento?"


A copa do mundo para o Brasil. Este é o tema deste pequeno texto, que no entanto, não terá como foco a pseudo-identidade nacional que se inflama com os jogos, ou o infortúnio comemorado dos pontos-facultativos em dia de jogo, muito menos se o ópio do povo continua sendo de fato o futebol. Este texto terá como foco, mais uma vez, a imprensa.

Imagine você que o Brasil, com aquela seleção duvidosa escalada por Dunga, acaba de vencer da Costa do Marfim com um placar interessante de três a um (3x1). O jogo foi bom, "pegado" como se costuma dizer. A Costa do Marfim tentou de todas as formas superar o Brasil, porém, sem sucesso. O chato é que quando o desespero bate no futebol, a confusão e as faltas tomam a cena do que tinha tudo para ser um perfeito espetáculo. O árbitro da partida, incompetente, coitado, este foi vítima de toda uma situação que quase termina em pancadaria pura. Ao final, o saldo foi: a saída de Elano, vítima de agressão numa entrada dura até demais; a expulsão de Kaká num lance em que ele nada fez; e outros três jogadores do Brasil visivelmente agredidos em lances sem punição, além de toda a confusão que se instaurou no jogo por longos dois minutos. Resultado: um técnico irritado.

Dunga, desde que assumiu a seleção tem sido alvo da opinião e crítica de todos os mais de 180 milhões que gritam "Avante Brasil". Agora então que fechou os treinos da seleção para a imprensa (um direito que lhe compete) o ex-jogador cutucou a onça com a vara curta. Dunga acabou com o assunto da impresa. A Globo, por exemplo, montou uma parafernalha incrível somente para cobrir a seleção na Copa. A atitude do técnico com certeza desagradou a todos os orgãos de impresa do mundo, mas seus argumentos foram os melhores. Acontece que a imprensa é uma criança mimada, quando desagradada faz pirraça, bico, e até deixa de falar, difamar a seu modo então, é uma especialidade. Pobre Dunga.

Seu dia de Rei terminou mal. Enquanto deveria, telemarqueticamente falando, estar sendo consagrado pela imprensa, Dunga se deixou contaminar pelo stress de seu dia e respondeu a um jornalista como devia, ou melhor, como devia, mas não podia. Usou de um grosseiro tom irônico floreado por um palavrão para responder à altura às provocações daquela criança malcriada que conhecemos como imprensa. Ele também não é de ferro.

O chefe da nossa seleção se encontra num dilema já mencionado por ele anteriormente: se fala pouco é reservado demais, não gosta da imprensa, se fala mais e rebate críticas é rancoroso e grosseiro, é difícil encontrar o equilíbrio do meio termo para Dunga. Mas não se preocupe, os dilemas são democráticos. A imprensa por exemplo, como toda criança é grande para umas coisas e para é pequena demais... Como neste episódio. Mas olha, Alex Escobar, conta tudo pra sua mãe, cara!(Na foto, o técnico Dunga na ocasião de sua primeira coletiva na África do Sul)
Foto: Getty Imagens
Fonte: www.abril.com.br

11 de jun de 2010

Alejanda-te

Ela de novo. Lady Gaga, a nova estrela mundial da música pop gerou polêmica com seu novo clip "Alejandro" e não foi por ter colocado seus dançarinos com sungas minúsculas, calçando meias-arrastão e sapatos de salto-alto em um cenário quase homoerótico. O novo clip da cantora levantou uma pergunta: quem é Lady Gaga?

(Imagem extraída do clip "Alejandro".)

Em sua mais nova versão Madonnesca, ou seria melhor dizer Madonnífica, já que o hibridismo repaginado de Gaga-Madonna parece ter se saído muito bem obrigado, Gaga atacou mais uma vez com audácia, mas dividiu opiniões. As referências à rainha do pop foram diversas: peitos com metralhadora, cama com estrutura de metal, cenas insinuantes de sexo, semi-nudez, cordas, luxúria e sensualidade. Há quem diga que o próprio ritmo e um figurino em especial que lembra o hábito de uma freira, remetam a "La Isla Bonita" de Madonna. Entretanto, a esquizofrenia saudável de Gaga não ficou de fora ao explorar figurinos estranhos com detalhes em ferro, coreografias inusitadas e um texto imagético cuja narrativa parece psicológica.

A bem da verdade o clip pode ser uma representação da figura da mulher na sociedade atual e o conflito que isto gera, na visão de Gaga, e apesar de toda a postura feminista do clip, com Lady Gaga como protagonista, o foco ainda parece ser um homem. A letra da música insinua conflitos pertencentes ao universo feminino e obviamente quando ela escolhe colocar todos os dançarinos vestidos praticamente de forma idêntica, como um único arquétipo, ela nos remete ao feminismo de "todos os homens são iguais".

Não importa mais quem é Lady Gaga. A jovem cantora de 24 anos atingiu o ápice da fama numa carreira meteórica de escala mundial em menos de dois anos, um verdadeiro fenômeno. Esta é apenas mais uma de suas facetas. Goste dela ou não, se em seu novo show a apresentação de "Alejandro" for como nos moldes do clip, a turnê "Na cama com Madonna" ficará na história, apenas.

Youtube link: http://www.youtube.com/watch?v=niqrrmev4mA

7 de jun de 2010

Dorian Gray

O que dizer de um filme que vence suas expectativas? Conheço a obra, aliás, esta história além de conhecida já foi contada algumas vezes e mesmo assim, ciente do que estava por vir, resolvi assistir ao filme. O que consegui com isso? Uma grata surpresa.

A atuação de Ben Barnes realmente me surpreendeu. Para quem não lembra do cara, ele viveu o Príncipe Caspian (The Chronicles of Narnia: Prince Caspian, 2008) e como protagonista de Dorian Gary o jovem artista deixou marcada sua passagem pelo cinema, mesmo que de uma forma tímida, pois não me recordo de qualquer apelo midiático na ocasião do lançamento do filme e de forma inexplicável o filme não foi parar nas telonas. O filme em si passa a ideia de um clima sombrio, instigante e interessante o suficiente para provocar o efeito de imersão que tanto busco e gosto nos filmes que escolho ver. A trama já conhecida baseada na obra de Oscar Wilde (O Retrato de Dorian Gray) poderia significar um obstáculo à apreciação da obra, mas ao contrário, cria uma expectativa muito grande pela representação da corrupção da alma da personagem princpal.

Fotografia simples e direta tal qual a narrativa. Linguagem de câmera na dosagem correta. Dorian Gray é definitivamente um filme que merece ser visto e Ben, um ator que merece maior espaço. Nada mais a dizer.


(Dorian Gray vivido por Ben Barnes.)


FICHA TÉCNICA

(Dorian Gray, 2009)
Diretor: Oliver Park
Elenco: Colin Firth, Ben Barnes, Rachel Hurd-Wood, Rebecca Hall, Emilia Fox, Ben Chaplin, Caroline Goodall
Produção: Barnaby Thompson
Roteiro: Toby Finlay
Fotografia: Roger Pratt
Duração: 112 min.
Ano: 2009
País: Reino Unido
Gênero: Drama
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida

Sinopse
Dorian (Ben Barnes) é um belo jovem privilegiado que deseja que sua imagem em uma pintura envelheça em seu lugar. O que ele considerava uma vantagem, se torna uma maldição, e quanto mais velho e corrupto Dorian fica, o retrato guardado no porão se torna um monstro.

Principe da Pérsia

Galera, vi algumas poucas coisas por aí como "Principe de Brokeback" e etc, críticas de algum mal gosto. Na minha opinião, Príncipe da Pérsia está disputando com Fúria de Titans e demais filmes do gênero, pelo melhor filme de sessão da tarde do ano.

Tudo bem, o filme é bom e os efeitos são muito bacanas! As cenas de parkour são formidáveis e a fotografia é realmente impecável. A atuação de Jake Gyllenhaal me remeteu a Brendan Fraser em O Retorno da Múmia (The Mummy Returns, 2001), aliás, o filme todo parece obedecer a um ritmo muito semelhante de ação intercalada com momentos de pausa interpretativa e vislumbre dos cenários, realmente muito bem delineados, devo reforçar.

A única coisa que me pareceu realmente forçada foi uma cena de romance no ápice da trama. Sabe quando você está naquele ponto do filme em que o mundo pode acabar e tudo depende do mocinho? Daí vem a mocinha e tasca-lhe um beijo apaixonado e o mundo parece parar diante das juras de amor? Pois é... Obvio que não é bem por aí, mas que a coisa quebra o clima de vez, quebra.

Ao final das contas, o saldo é positivo. Cabe aqui o meu conselho: se você jogou o game e decidiu ver o filme, não alimente grandes expectativas. Agora, se você viu o filme, gostou e ainda curte games, adquira imediatamente o seu e descubra o quanto ele é melhor que o filme.

(O casal Dastan e Tamina.)

FICHA TÉCNICA

(Prince of Persia: The Sands of Time, 2010)
Diretor: Mike Newell
Elenco: Jake Gyllenhaal, Gemma Arterton, Ben Kingsley, Alfred Molina, Toby Kebbell, Richard Coyle.
Produção: Jerry Bruckheimer
Roteiro: Carlo Bernard, Jordan Mechner, Doug Miro, Boaz Yakin
Fotografia: John Seale
Trilha Sonora: Harry Gregson-Williams
Duração: 116 min.
Ano: 2010
País: EUA
Gênero: Aventura
Cor: Colorido
Distribuidora: Buena Vista Pictures
Estúdio: Jerry Bruckheimer Films / Walt Disney Pictures
Classificação: 12 anos

Sinopse
Baseado no famoso game, o filme conta a história do príncipe Dastan (Jake Gyllenhaal) que precisa ajudar seu pai na luta contra inimigos que ameaçam seu reinado. Mas tudo se complica, porém, quando ele encontra uma adaga mágica, capaz de mudar a história. Induzido por um feiticeiro moribundo, Dastan acaba transformando todo o reino em um lugar demoníaco e agora somente ele poderá desfazer a maldição.